Desta feita – e pela primeira
vez – o Encontro realizou-se em Setúbal, lugar
sede da Ordem, mesmo à beira do rio Sado. O local,
um anterior parque de campismo conhecido como a “Toca
do Pai Lopes”, serviu optimamente os participantes já
que, aliada à amplitude do recinto arborizado e
cheio de tranquilidade, a paisagem magnífica do
amplo estuário, entre a península de Tróia
e a serra da Arrábida, possibilitou uma atmosfera
propícia ao convívio e à troca de
experiências.
Para além da Ordem, promotora
do evento, estiveram presentes representantes do grupo
Arma Boémia, da República Checa. Fabricantes
de armas, de arneses e outros artefactos de grande qualidade
permitiram a alguns membros da Ordem adquirirem algum
material útil de recriação histórica.
Representando a Alemanha tivemos a agradável presença
de uma das participantes já habitués
neste nosso convívio, nomeadamente a nossa
amiga Sabine.
Notável neste Encontro foi também
a participação, na qualidade de grupos convidados
recriando outros períodos históricos que
não a Idade Média. O grupo Arqa brindou-nos
e ao público com a extraordinária recriação
de um pequeno povoado do Calcolítico (Idade do
Cobre), em território hoje português, durante
o período compreendido entre 2500 e 2300 a.C.
O vestuário, os utensílios,
as actividades do quotidiano e, mesmo, uma cerimónia
de enterramento, constituíram uma insigne lição
de História Viva. Conjugando conhecimento científico
e um discurso facilmente apreensível pelo público
em geral, o grupo Arqa, sedeado na Amadora, é um
exemplo a seguir no domínio da Recriação
Histórica séria e da pedagogia activa da
História junto das populações. |
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Outro grupo convidado de peso foi o
Danças com História, de Sintra. Apaixonados
pela arte da dança cortesã do século
XVI, demonstraram todo o conhecimento e prática
que dominam e de que nos fazem cúmplices na graciosidade
do gesto, na geometria do movimento e na beleza do vestuário.
O grupo Lusitanis, por seu turno, mostrou
e explicou indumentárias, assim como armamento
defensivo e ofensivo de guerreiros Lusitanos e Celtas
e de legionários romanos (da Baixa República
e do Alto Império). Na pequena língua
de praia que a maré deixou a descoberto demonstrou-se
o manuseamento básico das armas do legionário
e ensaiaram-se alguns combates entre membros do grupo.
Uma outra época histórica muito bem explorada.
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